Escrita revela personalidade? Sábado, Nov 29 2008 

Hoje apetece-me escrever sobre algo que há algum tempo me anda a bater cá dentro: as diferentes formas de escrita.

Como todos sabem, cada pessoa tem a sua forma pessoal de escrever, seja em abreviaturas, em cumprimentos, em despedidas, em formas de chamar outras pessoas, ou simplesmente mostrar o seu contentamento ou desagrado. Também é certo que, por vezes, o contacto diário e permanente com alguém nos faz apanhar os tiques dessa pessoa… Mas faz-me uma confusão usar-se e abusar-se de certos tiques… Ainda para mais quando sabemos que a pessoa, no seu juízo perfeito, não escreveria assim…

A escrita, tal como muito outras coisas, é a nossa marca. Quando leio num chat alguém a dizer “Aro” já sei que se trata da minha mana, ou alguém que diz “beijocas larocas” será a minha tia zulinha. Alguém que, de um dia para o outro começa a escrever igual a outra só me faz pensar que tem falta de personalidade…que se trata de uma esponja que suga tudo o que estiver à sua volta.

Apenas uma reflexão…

Pacman e o Second Life Segunda-feira, Nov 24 2008 

Um Outro Amor. Diário de uma vida singular (Oficina do Livro) é o título do livro de crónicas de Carlos “Pac” Nobre.

Entre as cerca de 70 crónicas (67 mais precisamente! lol) em que se fala de tudo, assuntos mais sérios, outros nem por isso e outros ainda anedotas puras (adoro a primeira crónica. e só tenho pena de não saber em que jornal saiu aquele anúncio para tirar já o número de telefone e ligar! hehehehehehehe), há uma crónica em que o Carlão fala sobre a blogosfera. Passo a citar:

«…se há coisa que não me consegue cativar (…) é a blogosfera. Volta na volta, quando procuro coisas que me interessam, vou dar a um blog que vai dar a outro. E, francamente, dois em dez têm algum interesse: muitos casos de frustração ressabiada, disfarçada de crítica séria, da música ao cinema. Faz sentido: ao menos ali, muita gente que não vongou, excepção feita aos “dois em dez” – porque será? -, naquilo que gostaria de ser ou fazer na “vida real”, tem espaço para fazer de conta…»

Pois que da minha parte, os meus dois blogs acabam por ser sitios onde escrevo sem pudores, sem medo de me mostrar (e também já fui muito criticada por isso). Muitas das vezes escrevo coisas fúteis, sim, e sem interesse nenhum, mas é ali que “despejo” tudo aquilo que gostaria de dizer e não digo por vários motivos.

No final da crónica confesso que fiquei agradavelmente supreendida ou não… Depois de transcrever um excerto da música “Nigtmare” de Josh Martinez que diz (já traduzido): “Estou onde queres estar; quando não navegar na internet, vivo uma vida em analógico”, escreve o seguinte:

«De certeza que na blogosfera há-de haver muita gente que enfie a carapuça. Será caso para dizer: “Get a Life!!” Parece que já há uma disponível. Na net, claro. Second Life.»

Todos os que me conhecem sabem que entrei no SL por causa dos Da Weasel (e fui enganada também…), mas neste tempo todo (e já lá vão 10 meses) nunca cheguei a descobrir se o Pac andava por estes mundos virtuais. Depois de ler a crónica atrevo-me a dizer que, se não anda, pelo menos entrou para ver o que era ou então anda muit bem informado e até sabe o lema dos nossos “queridos” coisos. Mas saberá ele que muitos dos que andam na segunda vida também têm blogs referentes a essa segunda vida?! Sim, claro. Alguns desses blogs são tutoriais. são de terras ou de comunidades, mas não deixam de ser blogs, muitos deles fúteis, sem conteúdo que se aproveite. Tal como os blogs das pessoas reais, também estes blogs secondianos são ilustrativos da vida que cada um tem lá dentro, com os seus altos e baixos, com encantos e desencantos, com futilidades e frustração ressabiada…

Nem mesmo no mundo perfeito do SL, onde há festas todos os dias, onde não é preciso ter dinheiro para nos vestirmos, onde não é preciso comer, onde há casas com vistas fantásticas, onde somos perfeitos, onde quase não há raças, credos nem classes sociais, nem mesmo aqui as coisas são estanques e completamente felizes… Agora, alguém que eu conheço por-se-ia com números e estatísticas, mas como não sou dada a essas coisas apenas digo que grande parte das pessoas que entraram no SL fizeram-no por solidão (de várias ordens). Se a pessoa não tem vida própria (a real) também não será in-world que terá essa vida. Pior ainda, pois arrisca-se a deixar de viver a sua vida real para viver uma vida imaginária à frente do computador e ver a sua vida real passar-lhe ao lado (e agora toda a gente me vai bater! lol)… e há tantos casos assim…

Pronto…isto é o que dá ir trabalhar a horas “mortas” e não ter nada k fazer… Mas Pac, amor da minha vida (tss tss) se me leres e quiseres mais explicações, revela-te. Terei todo o prazer em mostrar-te melhor o meu ponto de vista (e só isso mesmo, porque em SL sou uma mulher casada e fiel).

Love Segunda-feira, Nov 24 2008 

Contar a nossa história não tem piada nenhuma. É uma coisa nossa…pessoal. Mas dura quase há tanto tempo quanto nós andamos no SL.

Entrámos mais ou menos na mesma altura e quase desde o inicio a cumplicidade foi nascendo. Houve altos e baixos, como em todas as relações de qualquer tipo, mas soubemos sempre ultrapassar os obstáculos e o que é certo é que sempre que nos afastamos tive saudades (admito, sim?). Fizeste-me falta, sim.

Talvez agora tenha forçado um pouco mais…arrisquei…mas sem risco não há felicidade (alguém um dia me disse isto…love u mummy), e porque não tentar, arriscar e sermos felizes?! …pelo menos até onde der e quisermos.

Love u :)

eu-e-clad

E começar uma vida nova! Sexta-feira, Nov 21 2008 

Love Remains The Same

Gavin Rossdale

Composição: Indisponível

A thousand times I’ve seen you standing
Gravity like a lunar landing
Make me want to run till I find you
Shut the world away from here, drift to you, you’re all I hear
Everything we know fades to black

Half the time the world is ending, truth is I am done pretending

I never thought that I had any more to give
Pushing me so far, here I am without you
Drink to all that we have lost, mistakes that we have made
Everything will change, love remains the same

Find a place where we escape
Take you with me for a space
A city bus that sounds just like a fridge
Walk the streets through seven bars
I had to find just out where you are
The faces seen to blur they’re all the same

Half the time the world is ending, truth is I am done pretending

I never thought that I had any more to give
You’re pushing me so far, here I am without you
Drink to all that we have lost, mistakes that we have made
Everything will change, love remains the same

So much more to say, so much to be done
Don’t you trick me out, we shall overcome
’cause our love stays ablaze

We should have had the sun
Could have been inside
Instead we’re over here

Half the time the world is ending, truth is I am done pretending
Too much time to love defending, you and I are done pretending

I never thought that I had any more to give
You’re pushing me so far, here I am without you
Drink to all that we have lost, mistakes that we have made
Everything will change, everything will change

Oh, I…

This could last forever

Oh, I…
We could last forever

Love remains the same
Love remains the same

Não sei se a nossa relação é coisa do destino mas é nossa! :D

Enterrar o passado Sexta-feira, Nov 21 2008 

Warwick Avenue

Duffy

Composição: Duffy

When I get to Warwick Avenue
Meet me by the entrance of the tube
We can talk things over a little time
Promise me you won’t stand by the light

When I get to Warwick Avenue
Please drop the past and be true
Don’t think we’re okay
Just because I’m here
You hurt me bad but I won’t shed a tear

I’m leaving you for the last time baby
You think you’re loving,
But you don’t love me
And I’ve been confused
Outta my mind lately
You think you’re loving,
But I want to be free, baby
You’ve hurt me.

When I get to Warwick Avenue
We’ll spend an hour but no more than two
Our only chance to speak once more
I showed you the answers, now here’s the door

When I get to Warwick Avenue
I’ll tell ya baby there we’re through

I’m leaving you for the last time baby
You think you’re loving,
But you don’t love me
I’ve been confused
outta my mind lately
You think you’re loving,
But you don’t love me
I want to be free, baby
You’ve hurt me.

All the days spent together
I wish for better,
But I didn’t want the train to come
Now it’s departed, IÂ’m broken hearted
Seems like we never started
All those days spent together
When I wished for better
And I didn’t want the train to come.
No, no.

You think you’re loving
But you don’t love me
I want to be free, baby
You’ve hurt me
You don’t love me
I want to be free
Baby you’ve hurt me

O Principezinho Quinta-feira, Nov 20 2008 

«…E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
- Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços…”
- Criar laços? – Exactamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo… A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe: – Por favor… cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! … »
Antoine de Saint Exuperry

Constipações, ranhos e tosses Domingo, Nov 16 2008 

Primavera – altura do ano propícia a alergias. Frequentemente entre Março e inicio de Junho levo o supermercado do bairro à ruptura de stock de lenços de papel.

Verão – praia, calor, escaldões. Caso apanhe correntes de ar lá tenho que ir fazer uma visitinha à sra. Dra.

Outono – altura do ano, novamente, propícia a alergias. Menos graves.

Inverno – Constipações!!! Espirros, ranho, tosse seca e super audível (principalmente à noite)…medicamentos, chá, leite, mel….arghhhhhhhhhh

O que vale é que no SL não há nada disto e a boneca anda sempre muito bem dispostinha, linda, sem olheiras, sem o nariz vermelho….

O problema é que nem no SL me tem apetecido entrar… Será um fim?!

Sem título Sexta-feira, Nov 14 2008 

Ao longo das minhas duas vidas fui ganhando, fazendo, construindo amizades com várias pessoas.. Umas acabaram por se perder no tempo, outras acabaram por vários motivos, mas muitas mantiveram-se, sobrevivendo a tempestades e furacões.

Hoje, o meu dia rl nao está a ser fácil. É curioso que quando mais precisamos de apoio dos nossos amigos,  estes ou não nos ligam ou preocupam-se mais com o resultado da exteriorização do nosso stress.

Diz o ditado popular que é quando estamos na cadeia ou no hospital que conhecemos os nossos amigos verdadeiros. Não estava em nenhuma destas situações, mas deu para ver que, mesmo gritando por um ombro, um colinho, um cafuné na cabeça, há pessoas que estão mais preocupadas com outras coisas do que com apoiar uma amiga que precisa APENAS de uma palavra amiga.

Este post nao é para atacar ninguém e foi escrito aqui como podia ter sido escrito no meu blog rl. É apenas um desabafo de alguém que na última semana e meia não tem feito mais nada a não ser chorar, não por arrependimento do que tem escrito em blogs e chats e afins, mas porque não quer perder nenhuma das pessoas mais importantes para ela.

A todos aqueles que me apoiaram neste momento, que me aturaram, que me deram colinho desde o inicio, muito obrigada! Adoro-vos a todos!

Gatos Terça-feira, Nov 11 2008 

Como todos sabem, ou deviam saber, o Imso foi um dos primeiros Nekos (senão o primeiro) a aparecer em terras lusas (Portucalis, no caso). Mais tarde houve mais uns avatares que se juntaram à “onda” e acabou por se formar uma familia: a primeira família portuguesa de Nekos (e não venham cá com tretas que andam para aí uns furrys muita estranhos e com umas pancadas muita grandes, mas adiante…). Mummy, pappy e filhota que vivem em grande harmonia na sua casa Neko.

Por aí há quem tenha uma certa inveja da familia e de quando em vez gosta de se transformar em gato… um gato que mia, que se roça nas pernas das moçoilas mais desatentas e que não notam a sua presença, que faz rom rom…

Mas vamos lá ver…se não gosta de ver uma certa avatara de cauda e orelhas, porque raio se vai transformar em gato?! O problema dessa avatara é a falta de pêlos? Não será pior ver um gato do que ver um avatar com uma cauda e duas orelhas que em nada ferem susceptibilidades?! Claro que é mais bonito ver um gato a miar-nos e a fazer rom rom do que ver um boneco musculado com cauda, orelhas e cheio de piercings e tattoos…mas digamos que são gostos e estilos de vida! Eu se quiser posso dar um abraço a um Neko, coisa que não posso fazer a um gato.

Vamos continuar com as incoerências?!

Eu sinceramente pensava que vivia numa democracia, logo era livre de expor os meus sentimentos, ainda para mais num blog de escárnio (que como aprendi na escola eram umas cantigas na Idade Média que se destinavam a falar mal das pessoas).

Assim, é melhor mesmo postar única e exclusivamente no meu blog. Afinal ele serve para isso mesmo, para dizer o que me vai na alma (na minha alma, porque também tenho uma) e não ter que ser submetida a nenhuma censura.

Mais ainda. Eu já o tinha ameaçado uma vez. Quis afastar-me e TU não deixaste. Agora esquece mesmo. Nem que te pintes com as cores do arco-iris, te transformes em gato, cão, leopardo, chimpanzé ou golfinho, não vais ter qualquer tipo de reacção minha, sabes porquê? Porque tou farta! Tão simples quanto isto. E mais ainda. Depois não te queixes que estás sozinho e que todos te abandonaram! Quer dizer..todos não, porque ambos sabemos quem nunca te vai abandonar, porque tem medo de te perder… Mas um dia vais olhar em volta e não hás-de ter ninguém!

Esta é para ti! ;) Sábado, Nov 8 2008 

Crash And Burn

Savage Garden

Composição: Darren Hayes, Daniel Jones

When you feel all alone
And the world has turned it’s back on you
Give me a moment, please
To tame your wild wild heart

I know you feel like the walls are closing in on you
It’s hard to find relief and people can be so cold
When darkness is upon your door
And you feel like you can’t take anymore

CHORUS:
Let me be the one you call
If you jump I’ll break your fall
Lift you up and fly away with you into the night
If you need to fall apart
I can mend a broken heart
If you need to crash then crash and burn
You’re not alone

When you feel all alone
And a loyal friend is hard to find
You’re caught in a one way street
With the monsters in your head
When hopes and dreams are far away
And you feel like you can’t face the day

CHORUS:
Let me be the one you call
If you jump I’ll break your fall
Lift you up and fly away with you into the night
If you need to fall apart
I can mend a broken heart
If you need to crash then crash and burn
You’re not alone

‘Cause there has always been heartache and pain
And when it’s over you’ll breathe again
You’ll breath again

When you feel all alone
And the world has turned its back on you
Give me a moment please
To tame your wild wild heart

Tu sabes que esta música é para ti. Não preciso dizer o teu nome, porque tu sabe-lo! Estava a ouvir Savage Garden e quando deu esta música achei que era mesmo aquilo que te queria dizer e que se calhar nem era preciso dizer, porque sabes que eu estou sempre aqui para o que precisares!

Adoro tu!

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